{"id":629,"date":"2014-10-21T15:32:07","date_gmt":"2014-10-21T18:32:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/?p=629"},"modified":"2014-10-21T15:32:07","modified_gmt":"2014-10-21T18:32:07","slug":"na-vida-todos-somos-semeadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/2014\/10\/na-vida-todos-somos-semeadores\/","title":{"rendered":"Na vida, todos somos semeadores&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Dona Ang\u00e9lica era professora. Residia em uma pequena cidade e dava aulas numa vila pr\u00f3xima.<br \/>\nN\u00e3o era considerada uma pessoa equilibrada em raz\u00e3o do seu comportamento, que parecia um tanto esquisito.<br \/>\n<!--more-->Os alunos da escola de primeiro grau tinham-na como uma pessoa muito estranha.<br \/>\nEles observavam que a professora, nas suas viagens de ida e volta do lar \u00e0 escola, fazia gestos e movimentos com as m\u00e3os, que n\u00e3o conseguiam entender, e por esse motivo, pensavam que ela era meio fora do ju\u00edzo.<br \/>\nPela janela do trem, dona Ang\u00e9lica fazia acenos como se estivesse dizendo adeus a algu\u00e9m invis\u00edvel aos olhos de todos.<br \/>\nAs crian\u00e7as faziam zombarias, criticavam-na, mas ela n\u00e3o sabia, pois os coment\u00e1rios eram feitos \u00e0s escondidas.<br \/>\nTodos, inclusive os pais e demais professores achavam que ela era maluca, embora reconhecessem que era uma excelente educadora.<br \/>\nOs anos se passavam e a situa\u00e7\u00e3o continuava a mesma. V\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es receberam, da bondosa e dedicada professora, ensinamentos valiosos e aben\u00e7oados.<br \/>\nDona Ang\u00e9lica era uma pessoa de boas maneiras, calma e gentil, mas n\u00e3o muito bem compreendida.<br \/>\nEnvelhecia no exerc\u00edcio do dever de preparar as crian\u00e7as para um futuro melhor, com esp\u00edrito de abnega\u00e7\u00e3o e devotamento quase maternal.<br \/>\nCerto dia em que viajava para sua querida escola, com diversas crian\u00e7as na mesma classe do trem, movimentava, como sempre, as m\u00e3os para fora da janela.<br \/>\nOs alunos sentados na parte de tr\u00e1s sorriam maliciosamente, quando Alberto, seu aluno de dez anos, porque amava muito sua mestra, sentou-se ao seu lado e, com ternura, lhe perguntou:<br \/>\nProfessora, por que voc\u00ea insiste em continuar com essas atitudes loucas?<br \/>\nQue deseja dizer, filho? Interrogou, surpresa, a bondosa senhora.<br \/>\nOra, professora &#8211; continuou ele, &#8211; voc\u00ea fica dando adeuses para os animais, abanando as m\u00e3os&#8230; Isso n\u00e3o \u00e9 loucura?<br \/>\nA mestra amiga compreendeu e sorriu.<br \/>\nSinceramente emocionada, chamou a aten\u00e7\u00e3o do aluno, dizendo:<br \/>\nVeja esta bolsa. &#8211; E apontou para a intimidade do objeto de couro forrado. Nota o que h\u00e1 a\u00ed dentro?<br \/>\nSim. &#8211; Respondeu Alberto. Eu vejo que h\u00e1 algo a\u00ed, mas o que \u00e9, afinal?<br \/>\nA professora respondeu calmamente: \u00c9 p\u00f3len de flores. S\u00e3o sementes mi\u00fadas&#8230;<br \/>\nH\u00e1 quase vinte anos eu passo por este caminho, indo e vindo da escola. A estrada, antes, era feia, \u00e1rida, desagrad\u00e1vel.<br \/>\nEu tive a ideia de a embelezar, semeando flores. Desse modo, de quando em quando, re\u00fano sementes de belas e delicadas flores do campo e as atiro pela janela&#8230;<br \/>\nSei que cair\u00e3o em terra amiga e, acarinhadas pela primavera, se transformar\u00e3o em plantas a produzirem flores, dando cor e alegria \u00e0 paisagem.<br \/>\nComo voc\u00ea pode perceber, a paisagem j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais \u00e1rida. H\u00e1 flores de diversos matizes e suave perfume no ar, que a brisa se encarrega de espalhar por todos os lados.<\/p>\n<p>* * *<\/p>\n<p>Na vida, todos somos semeadores&#8230;<br \/>\nUns semeiam flores e descobrem belezas, perfumes e frutos.<br \/>\nOutros semeiam espinhos e se ferem nas suas pontas agudas.<br \/>\nNingu\u00e9m vive sem semear, seja o bem, seja o mal&#8230;<br \/>\nFelizes s\u00e3o aqueles que, por onde passam, deixam sementes de amor, de bondade, de afeto&#8230;<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita com base no livro O semeador,<br \/>\npelo Esp\u00edrito Am\u00e9lia Rodrigues, psicografia de<br \/>\nDivaldo Pereira Franco, ed. Leal.<\/p>\n<p><em>Autor: Momento Esp\u00edrita<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dona Ang\u00e9lica era professora. Residia em uma pequena cidade e dava aulas numa vila pr\u00f3xima. 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