{"id":620,"date":"2014-10-14T16:44:37","date_gmt":"2014-10-14T19:44:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/?p=620"},"modified":"2014-10-14T16:44:37","modified_gmt":"2014-10-14T19:44:37","slug":"conta-se-que-um-rei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/2014\/10\/conta-se-que-um-rei\/","title":{"rendered":"Conta-se que um rei&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Conta-se que um rei, que viveu num pa\u00eds al\u00e9m-mar, h\u00e1 muito tempo, era muito s\u00e1bio e n\u00e3o poupava esfor\u00e7os para ensinar bons h\u00e1bitos ao seu povo.<br \/>\nFrequentemente fazia coisas que pareciam estranhas e in\u00fateis. Mas tudo que fazia era para ensinar o povo a ser trabalhador e cauteloso.<br \/>\n<!--more-->Nada de bom pode vir a uma na\u00e7\u00e3o &#8211; dizia ele &#8211; cujo povo reclama e espera que outros resolvam seus problemas.<br \/>\nDeus d\u00e1 as coisas boas da vida a quem lida com os problemas por conta pr\u00f3pria.<br \/>\nUma noite, enquanto todos dormiam, ele p\u00f4s uma enorme pedra na estrada que passava pelo pal\u00e1cio. Depois foi se esconder atr\u00e1s de uma cerca, e esperou para ver o que acontecia.<br \/>\nPrimeiro veio um fazendeiro com uma carro\u00e7a carregada de sementes que levava para a moagem na usina.<br \/>\nQuem j\u00e1 viu tamanho descuido? Disse ele contrariado, enquanto desviava sua carro\u00e7a e contornava a pedra.<br \/>\nPor que esses pregui\u00e7osos n\u00e3o mandam retirar esta pedra da estrada?<br \/>\nE continuou reclamando da inutilidade dos outros, mas sem ao menos tocar, ele pr\u00f3prio, na pedra.<br \/>\nLogo depois, um jovem soldado veio cantando pela estrada. A longa pluma de seu quepe ondulava na brisa, e uma espada reluzente pendia da sua cintura.<br \/>\nEle pensava na maravilhosa coragem que mostraria na guerra e n\u00e3o viu a pedra, mas trope\u00e7ou nela e se estatelou no ch\u00e3o poeirento.<br \/>\nErgueu-se, sacudiu a poeira da roupa, pegou a espada e enfureceu-se com os pregui\u00e7osos que, insensatamente, haviam largado aquela pedra imensa na estrada.<br \/>\nEnt\u00e3o, ele tamb\u00e9m se afastou sem pensar uma \u00fanica vez que ele pr\u00f3prio poderia retirar a pedra.<br \/>\nE assim correu o dia&#8230;<br \/>\nTodos que por ali passavam reclamavam e resmungavam por causa da pedra no meio da estrada, mas ningu\u00e9m a tocava.<br \/>\nFinalmente, ao cair da noite, a filha do moleiro por l\u00e1 passou. Era muito trabalhadora e estava cansada, pois desde cedo andava ocupada no moinho, mas disse a si mesma:<br \/>\nJ\u00e1 est\u00e1 escurecendo, algu\u00e9m pode trope\u00e7ar nesta pedra e se ferir gravemente. Vou tir\u00e1-la do caminho.<br \/>\nE tentou arrastar dali a pedra. Era muito pesada, mas a mo\u00e7a empurrou, e empurrou, e puxou, e inclinou, at\u00e9 que conseguiu retir\u00e1-la do lugar.<br \/>\nPara sua surpresa, encontrou uma caixa debaixo da pedra. Ergueu-a. Era pesada, pois estava cheia de alguma coisa. Havia na tampa os seguintes dizeres: Esta caixa pertence a quem retirar a pedra.<br \/>\nEla a abriu e descobriu que estava cheia de ouro.<br \/>\nO rei ent\u00e3o apareceu e disse com carinho:<br \/>\nMinha filha, com frequ\u00eancia encontramos obst\u00e1culos e fardos no caminho.<br \/>\nPodemos reclamar em alto e bom som enquanto nos desviamos deles, se assim preferimos, ou podemos ergu\u00ea-los e descobrir o que eles significam.<br \/>\nA decep\u00e7\u00e3o, normalmente, \u00e9 o pre\u00e7o da pregui\u00e7a.<br \/>\nEnt\u00e3o, o s\u00e1bio rei montou em seu cavalo e, com um delicado boa noite, retirou-se.<\/p>\n<p>* * *<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 dor sem causa nem l\u00e1grimas sem proced\u00eancia justa. Nossos obst\u00e1culos de agora foram tecidos por n\u00f3s mesmos. Tenhamos, pois, a coragem de elimin\u00e1-los a golpes de esfor\u00e7o pr\u00f3prio, baseados na caridade, que \u00e9 luz acesa em nosso roteiro de ascens\u00e3o para Deus.<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conta-se que um rei, que viveu num pa\u00eds al\u00e9m-mar, h\u00e1 muito tempo, era muito s\u00e1bio e n\u00e3o poupava esfor\u00e7os para ensinar bons h\u00e1bitos ao seu povo. Frequentemente fazia coisas que pareciam estranhas e in\u00fateis. 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