{"id":566,"date":"2014-09-17T18:22:33","date_gmt":"2014-09-17T21:22:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/?p=566"},"modified":"2014-09-17T18:22:33","modified_gmt":"2014-09-17T21:22:33","slug":"cada-abraco-daqueles-guarda-uma-historia-diferente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/2014\/09\/cada-abraco-daqueles-guarda-uma-historia-diferente\/","title":{"rendered":"Cada abra\u00e7o daqueles guarda uma hist\u00f3ria diferente&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Cada abra\u00e7o daqueles guarda uma hist\u00f3ria diferente&#8230;<br \/>\nCada reencontro daqueles revela um outro mundo, uma outra vida, diversa da nossa, da sua&#8230;<br \/>\nSe voc\u00ea nunca teve a oportunidade de observar, por mais de cinco segundos, todas aquelas pessoas \u2013 desconhecidos numa multid\u00e3o &#8211; esperando seus amigos, seus familiares, seus amores, n\u00e3o tenha medo de perceber da pr\u00f3xima vez, a magia de um momento, de um lugar.<br \/>\n<!--more-->Falamos dos port\u00f5es de chegada de um aeroporto, um desses lugares do mundo onde podemos notar claramente a presen\u00e7a grandiosa do amor.<br \/>\nInvis\u00edvel, quase impercept\u00edvel, ali ele est\u00e1 com toda sua sublimidade.<br \/>\nNas declara\u00e7\u00f5es silenciosas de um olhar t\u00edmido. No calor ameno de um abra\u00e7o apertado. No breve constrangimento ao tentar encontrar palavras para explic\u00e1-lo.<br \/>\nNa ora\u00e7\u00e3o de tr\u00eas segundos elevada ao Alto &#8211; agradecendo a Deus por ter cuidado de seu ente querido que retorna.<br \/>\nRichard Curtis, que assina a produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica de nome Love actually \u2013 traduzida no Brasil como Simplesmente amor, traz essas cenas com uma vis\u00e3o muito po\u00e9tica e inspirada.<br \/>\nO autor oferece na primeira e \u00faltima cenas do filme exatamente a contempla\u00e7\u00e3o dos port\u00f5es de chegada de um aeroporto e de seu bel\u00edssimo espet\u00e1culo representando a ess\u00eancia do amor.<br \/>\nOuve-se um narrador, nos primeiros segundos, confessando que, toda vez que a vida se lhe mostrava triste, sem gra\u00e7a, cruel, ele se dirigia para o aeroporto para observar aqueles port\u00f5es e ali encontrava o amor por toda parte.<br \/>\nSeu cora\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ava uma paz, um al\u00edvio, em notar que o amor ainda existia e que ainda havia esperan\u00e7a para o mundo.<br \/>\nIsso tudo pode parecer um tanto po\u00e9tico demais para os mais pr\u00e1ticos, \u00e9 certo.<br \/>\nAssim, a melhor forma de compreender a situa\u00e7\u00e3o proposta \u00e9 a pr\u00f3pria viv\u00eancia.<br \/>\nSugerimos que fa\u00e7a a experi\u00eancia de, por alguns minutos, contemplar essas cenas por si mesmo, seja na espera de avi\u00f5es ou outros meios de transporte coletivos.<br \/>\nPropomos que parta de uma posi\u00e7\u00e3o mais anal\u00edtica, de in\u00edcio, com algumas pitadas de curiosidade:<br \/>\nQue grau de parentesco possuem aquelas pessoas? &#8211; H\u00e1 quanto tempo n\u00e3o se veem? &#8211; De onde chegam?<br \/>\nOu, quem sabe, sobre outros: Que hist\u00f3rias t\u00eam para contar! &#8211; O que ir\u00e3o narrar por primeiro ao sa\u00edrem dali? Sobre a fam\u00edlia, sobre a viagem, sobre a espera em outro aeroporto?<br \/>\nAo perceber l\u00e1grimas em alguns olhos, questione: De onde elas v\u00eam? &#8211; H\u00e1 quanto tempo n\u00e3o se encontram? &#8211; Que felicidade n\u00e3o existe dentro da alma naquele momento!<\/p>\n<p>Por fim, reflita:<br \/>\nPor quanto tempo aquele instante ir\u00e1 ficar guardado na mem\u00f3ria! O instante do reencontro&#8230;<br \/>\nTudo isso poder\u00e1 nos levar a uma analogia final, a uma nova quest\u00e3o: n\u00e3o seria a Terra um imenso aeroporto? Um lugar de chegadas e partidas que n\u00e3o param, constantes, inevit\u00e1veis?<br \/>\nPensando nos port\u00f5es de chegada na Terra, lembramos dos beb\u00eas, que abra\u00e7amos ao nascerem, com este mesmo amor daqueles que esperam num aeroporto por seus amados.<br \/>\nChoramos de alegria, contemplando a beleza de uma nova vida, e muitas vezes esse choro \u00e9 de gratid\u00e3o pela oportunidade do reencontro.<br \/>\n\u00c9 um antigo amor que, por vezes, volta ao nosso lar atrav\u00e9s da reencarna\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPensando agora nos port\u00f5es de partida, inevitavelmente lembramos da morte, da despedida.<br \/>\nMas esse sentir poder\u00e1 ser tamb\u00e9m feliz!<br \/>\nComo o sentimento que invade uma m\u00e3e ou um pai que d\u00e1 adeus a um filho que logo embarcar\u00e1 em dire\u00e7\u00e3o a outro pa\u00eds, a fim de fazer uma viagem de aprendizagem, de estudo ou profissional.<br \/>\nChoram sim, de saudade, mas o sentimento que predomina no bom cora\u00e7\u00e3o dos pais \u00e9 a felicidade pela oportunidade que est\u00e3o recebendo, pois t\u00eam consci\u00eancia de que aquilo \u00e9 o melhor para ele no momento.<\/p>\n<p>* * *<\/p>\n<p>Vivemos no aeroporto Terra.<br \/>\nTodos os dias milhares partem, milhares chegam.<br \/>\nChegadas e partidas s\u00e3o inevit\u00e1veis.<br \/>\nO que podemos mudar \u00e9 a forma de observ\u00e1-las.<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita com base no cap. Os port\u00f5es de chegada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cada abra\u00e7o daqueles guarda uma hist\u00f3ria diferente&#8230; Cada reencontro daqueles revela um outro mundo, uma outra vida, diversa da nossa, da sua&#8230; Se voc\u00ea nunca teve a oportunidade de observar, por mais de cinco segundos, todas aquelas pessoas \u2013 desconhecidos numa multid\u00e3o &#8211; esperando seus amigos, seus familiares, seus amores, n\u00e3o tenha [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":567,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-566","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reflexoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/566","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=566"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/566\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/media\/567"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=566"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=566"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=566"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}