{"id":547,"date":"2014-09-08T16:12:35","date_gmt":"2014-09-08T19:12:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/?p=547"},"modified":"2014-09-08T16:12:35","modified_gmt":"2014-09-08T19:12:35","slug":"certo-dia-num-final-de-inverno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/2014\/09\/certo-dia-num-final-de-inverno\/","title":{"rendered":"Certo dia, num final de inverno&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Certo dia, num final de inverno, quando as flores da primavera come\u00e7avam o seu sublime trabalho de recobrir os campos ressecados pelo rigor do inverno, aquela alma generosa deixou o corpo f\u00edsico.<br \/>\nA despedida foi dolorosa. As m\u00e3os quentes dos que ficaram desejavam reter aquele corpo hirto, sem vida, sem movimento.<br \/>\n<!--more-->Inconformados perguntavam: Por que justo ele, que era t\u00e3o gentil e carinhoso com todos?<br \/>\nPor que justamente ele, que sabia falar e calar, consolar e distribuir entusiasmo \u00e0 sua volta?<br \/>\nPor que ele, que era um bom filho, bom irm\u00e3o, bom esposo e bom pai?<br \/>\nPor que Deus o levou?<br \/>\nPor que n\u00e3o levou os criminosos renitentes, os corruptos inveterados, os estelionat\u00e1rios, os infi\u00e9is, enfim, porque n\u00e3o levou os homens que degradam a sociedade?<br \/>\nA resposta para todos esses questionamentos \u00e9 muito simples.<br \/>\nConsideremos que a vida na Terra \u00e9 uma oportunidade de crescimento para o Esp\u00edrito imortal.<br \/>\nA exist\u00eancia, no corpo f\u00edsico, \u00e9 uma experi\u00eancia necess\u00e1ria para que o Esp\u00edrito progrida na conquista de sua felicidade.<br \/>\nSeria, por assim dizer, um tipo de pris\u00e3o, onde ele pode quitar suas d\u00edvidas para com as Leis Divinas e conquistar novas virtudes.<br \/>\nAssim sendo, quem tem poucos d\u00e9bitos liberta-se antes. Quem tem menos compromissos libera-se deles em menor tempo.<br \/>\nDessa forma, por que queremos que o nosso ente caro permane\u00e7a no c\u00e1rcere se j\u00e1 recebeu alvar\u00e1 de soltura?<br \/>\nN\u00e3o seria justo, nem do ponto de vista \u00e9tico nem do racional.<br \/>\nN\u00e3o queremos dizer com isto que todos os que se libertam antes s\u00e3o menos devedores, pois essa n\u00e3o \u00e9 a realidade.<br \/>\nComo sabemos, muitos partem antes do tempo por imprevid\u00eancia ou pelos abusos de toda ordem.<br \/>\nO que gostar\u00edamos de enfatizar \u00e9 que aqueles que partem naturalmente, pelos meios estabelecidos pela Divindade, sem a interven\u00e7\u00e3o ego\u00edsta do homem, podem estar recebendo sua carta de alforria e, por essa raz\u00e3o, al\u00e7am voo antes de n\u00f3s.<br \/>\nMorrer, para o justo, \u00e9 libertar-se. \u00c9 matar a saudade dos afetos que o antecederam na viagem de volta. \u00c9 receber as gl\u00f3rias da vit\u00f3ria por ter vencido mais uma etapa no mundo f\u00edsico.<br \/>\nE morrer, para o injusto, \u00e9 deparar-se com o tribunal da pr\u00f3pria consci\u00eancia a acus\u00e1-lo por n\u00e3o ter sido corajoso o bastante para vencer-se a si mesmo e por n\u00e3o ter logrado conquistar mais virtudes.<br \/>\n\u00c9 por essa raz\u00e3o que n\u00e3o devemos lamentar a morte dos justos, mas sim a daqueles que desperdi\u00e7am a exist\u00eancia buscando o gozo exclusivo para o corpo, sem pensar no Esp\u00edrito, \u00fanico que sobrevive al\u00e9m da aduana do t\u00famulo.<br \/>\n* * *<br \/>\nCerto dia, num final de inverno, quando as flores da primavera come\u00e7avam o seu sublime trabalho de recobrir os campos ressecados pelo rigor do inverno, aquela alma generosa deixou o corpo f\u00edsico.<br \/>\nSeria o fim?<br \/>\nN\u00e3o. Era apenas o crep\u00fasculo de uma exist\u00eancia que se encerrava e a aurora de uma nova etapa que se iniciava, na vida que nunca acaba.<\/p>\n<p><em>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Certo dia, num final de inverno, quando as flores da primavera come\u00e7avam o seu sublime trabalho de recobrir os campos ressecados pelo rigor do inverno, aquela alma generosa deixou o corpo f\u00edsico. A despedida foi dolorosa. 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