{"id":1865,"date":"2017-06-06T15:04:27","date_gmt":"2017-06-06T18:04:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/?p=1865"},"modified":"2017-06-06T15:04:27","modified_gmt":"2017-06-06T18:04:27","slug":"partida-e-chegada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/2017\/06\/partida-e-chegada\/","title":{"rendered":"Partida e Chegada&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Partida e Chegada (A Dor da Saudade e a Certeza do Reencontro) \ufeff<br \/>\nQuando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espet\u00e1culo de beleza rara.<br \/>\nO barco, impulsionado pela for\u00e7a dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.<br \/>\nN\u00e3o demora muito e s\u00f3 podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o mar e o c\u00e9u se encontram.<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p>Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamar\u00e1: J\u00e1 se foi.<br \/>\nTer\u00e1 sumido? Evaporado?<br \/>\nN\u00e3o, certamente. Apenas o perdemos de vista.<br \/>\nO barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava pr\u00f3ximo de n\u00f3s.<br \/>\nContinua t\u00e3o capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas.<br \/>\nO veleiro n\u00e3o evaporou, apenas n\u00e3o o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo.<br \/>\nE talvez, no exato instante em que algu\u00e9m diz: J\u00e1 se foi, haver\u00e1 outras vozes, mais al\u00e9m, a afirmar: L\u00e1 vem o veleiro.<br \/>\nAssim \u00e9 a morte.<br \/>\nQuando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro e o vemos sumir na linha que separa o vis\u00edvel do invis\u00edvel dizemos: J\u00e1 se foi.<br \/>\nTer\u00e1 sumido? Evaporado?<br \/>\nN\u00e3o, certamente. Apenas o perdemos de vista.<br \/>\nO ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental n\u00e3o se perdeu. Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.<br \/>\nConserva o mesmo afeto que nutria por n\u00f3s. Nada se perde, a n\u00e3o ser o corpo f\u00edsico de que n\u00e3o mais necessita no outro lado.<br \/>\nE \u00e9 assim que, no mesmo instante em que dizemos: J\u00e1 se foi, no mais Al\u00e9m, outro algu\u00e9m dir\u00e1 feliz: J\u00e1 est\u00e1 chegando.<br \/>\nChegou ao destino levando consigo as aquisi\u00e7\u00f5es feitas durante a viagem terrena.<br \/>\nA vida jamais se interrompe nem oferece mudan\u00e7as espetaculares, pois a natureza n\u00e3o d\u00e1 saltos.<br \/>\nCada um leva sua carga de v\u00edcios e virtudes, de afetos e desafetos, at\u00e9 que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecess\u00e1rio.<br \/>\nA vida \u00e9 feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.<br \/>\nAssim, o que para uns parece ser a partida, para outros \u00e9 a chegada.<br \/>\nUm dia partimos do mundo espiritual na dire\u00e7\u00e3o do mundo f\u00edsico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da Imortalidade que somos todos n\u00f3s.<br \/>\n* * *<br \/>\nVictor Hugo, poeta e romancista franc\u00eas, que viveu no S\u00e9culo XIX, falou da vida e da morte dizendo:<br \/>\nA cada vez que morremos ganhamos mais vida. As almas passam de uma esfera para a outra sem perda da personalidade, tornando-se cada vez mais brilhante.<br \/>\nEu sou uma alma. Sei bem que vou entregar \u00e0 sepultura aquilo que n\u00e3o sou.<br \/>\nQuando eu descer \u00e0 sepultura, poderei dizer, como tantos: Meu dia de trabalho acabou. Mas n\u00e3o posso dizer: minha vida acabou.<br \/>\nMeu dia de trabalho se iniciar\u00e1 de novo na manh\u00e3 seguinte.<br \/>\nO t\u00famulo n\u00e3o \u00e9 um beco sem sa\u00edda, \u00e9 uma passagem. Fecha-se ao crep\u00fasculo e a aurora vem abri-lo novamente.<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Partida e Chegada (A Dor da Saudade e a Certeza do Reencontro) \ufeff Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espet\u00e1culo de beleza rara. 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