{"id":173,"date":"2012-12-07T14:43:09","date_gmt":"2012-12-07T17:43:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/?p=173"},"modified":"2012-12-07T14:43:18","modified_gmt":"2012-12-07T17:43:18","slug":"aqueles-que-dispoem-da-visao-perfeita-com-certeza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/2012\/12\/aqueles-que-dispoem-da-visao-perfeita-com-certeza\/","title":{"rendered":"Aqueles que disp\u00f5em da vis\u00e3o perfeita, com certeza&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><br \/>\nAqueles que disp\u00f5em da vis\u00e3o perfeita, com certeza n\u00e3o podem avaliar a preciosidade que \u00e9 ter no\u00e7\u00e3o de espa\u00e7o, dist\u00e2ncias, cores &#8211; tudo o que os olhos oferecem todos os dias.<br \/>\nPor isso, ouvir o depoimento de uma senhora novaiorquina, cega, que mora sozinha, \u00e9 oportuno.<br \/>\nDurante todo o inverno ela ficou dentro de casa a maior parte do tempo. Naquele dia de final de abril, a friagem amenizou e ela sentiu o perfume forte e estimulante da primavera.<br \/>\nSeus ouvidos escutaram o canto insistente de um passarinho do lado de fora da janela. \u00c9 como se a pequena ave a estivesse convidando a sair de casa.<br \/>\nPreparou-se, tomou a bengala e saiu. Voltou o rosto para o sol, deu-lhe um sorriso de boas-vindas, agradecida pelo seu calor e a promessa do ver\u00e3o.<br \/>\nCaminhando tranq\u00fcila pela rua sem sa\u00edda, escutou a voz da vizinha a lhe perguntar se n\u00e3o desejava uma carona.<br \/>\n\u201cN\u00e3o\u201d, respondeu ela. As minhas pernas descansaram o inverno inteiro. As juntas est\u00e3o precisando ser lubrificadas e um passeio a p\u00e9 me far\u00e1 bem.<br \/>\nAo chegar na esquina ela esperou, como era seu costume, que algu\u00e9m se aproximasse e permitisse que ela o acompanhasse, quando o sinal ficasse verde.<br \/>\nOs segundos pareceram uma eternidade. E ningu\u00e9m aparecia. Nenhuma oferta de ajuda. Ela podia ouvir muito bem o ru\u00eddo nervoso dos carros passando com rapidez, como se tivessem que conduzir os seus ocupantes a algum lugar, muito, muito depressa.<br \/>\nPor um momento se sentiu s\u00f3, desprotegida. Resolveu cantarolar uma melodia. Do fundo da mem\u00f3ria, recordou-se de uma can\u00e7\u00e3o de boas-vindas \u00e0 primavera, que havia aprendido na escola quando era crian\u00e7a.<br \/>\nDe repente, ela ouviu uma voz masculina forte e bem modulada.<br \/>\n\u201cVoc\u00ea me parece um ser humano muito alegre. Posso ter o prazer de sua companhia para atravessar a rua?\u201d<br \/>\nEla fez que sim com a cabe\u00e7a, sorriu e murmurou ao mesmo tempo um \u201csim\u201d.<br \/>\nDelicadamente, ele segurou o bra\u00e7o dela. Enquanto atravessavam devagar, conversaram sobre o tempo e como era bom, afinal, estar vivo num dia daqueles.<br \/>\nComo andavam no mesmo passo, era dif\u00edcil se saber quem era o guia e quem era o guiado. Mal haviam chegado ao outro lado da rua, ouviram as buzinas impacientes dos autom\u00f3veis. Devia ser a mudan\u00e7a de sinal.<br \/>\nEla se voltou para o cavalheiro, abriu a boca para agradecer pela ajuda e pela companhia.<br \/>\nAntes que pudesse dizer uma palavra, ele j\u00e1 estava falando:<br \/>\n\u201cN\u00e3o sei se voc\u00ea percebe como \u00e9 gratificante encontrar uma pessoa t\u00e3o bem disposta para acompanhar um cego como eu, na travessia de uma rua.\u201d<br \/>\n***<br \/>\n\u00c0s vezes, quando nos sentimos s\u00f3s no universo, Deus nos manda uma imagem semelhante para diminuir nossa sensa\u00e7\u00e3o de isolamento e disparidade.<br \/>\n\u00c9 sempre reconfortante conseguir perceber que, sejam quais forem as dificuldades e limita\u00e7\u00f5es que estejamos atravessando, sobre a terra existem outras tantas dezenas ou centenas de criaturas que, como n\u00f3s, passam por situa\u00e7\u00f5es semelhantes.<br \/>\nE, o mais importante, lutam e vencem. \u00c9 a mensagem viva de bom \u00e2nimo da divindade para as nossas pr\u00f3prias vidas.<\/p>\n<p><em>Equipe de Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-173","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-informacoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/173","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=173"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/173\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=173"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=173"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=173"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}