{"id":1478,"date":"2016-09-29T10:30:16","date_gmt":"2016-09-29T13:30:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/?p=1478"},"modified":"2016-09-29T10:30:16","modified_gmt":"2016-09-29T13:30:16","slug":"ja-que-e-impossivel-voltar-atras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/2016\/09\/ja-que-e-impossivel-voltar-atras\/","title":{"rendered":"J\u00e1 que \u00e9 imposs\u00edvel voltar atr\u00e1s &#8230;"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;J\u00e1 que \u00e9 imposs\u00edvel voltar atr\u00e1s para poder apagar o que fizemos, avancemos<br \/>\nfazendo agora todo o bem poss\u00edvel, que um dia colheremos.&#8221;<\/p>\n<p>Toda vez em que a culpa n\u00e3o emerge de maneira consciente, s\u00e3o liberados<br \/>\nconflitos que a mascaram, levando a inquieta\u00e7\u00f5es e sofrimentos sem aparente<br \/>\ncausa.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Todas as criaturas cometem erros de maior ou menor gravidade, alguns dos<br \/>\nquais s\u00e3o arquivados no inconsciente, antes mesmo de passarem por uma<br \/>\nan\u00e1lise de profundidade em tomo dos males produzidos, seja de refer\u00eancia \u00e0<br \/>\npr\u00f3pria pessoa ou a outrem.<\/p>\n<p>Cedo ou tarde, ressumam de maneira inquietadora, produzindo mal-estar,<br \/>\ninquieta\u00e7\u00e3o, insatisfa\u00e7\u00e3o pessoal, em caminho de transtorno de conduta.<\/p>\n<p>A culpa \u00e9 sempre respons\u00e1vel por v\u00e1rios processos neur\u00f3ticos, que deve ser<br \/>\nenfrentada com serenidade e altivez.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m se pode considerar irretoc\u00e1vel enquanto no processo da evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mesmo aquele que segue retamente o caminho do bem est\u00e1 sujeito a altern\u00e2ncia<br \/>\nde conduta, tendo em vista os desafios que se apresentam e o estado<br \/>\nemocional do momento.<\/p>\n<p>H\u00e1 per\u00edodos em que o bem-estar a tudo enfrenta com alegria e naturalidade,<br \/>\nenquanto que, noutras ocasi\u00f5es, os mesmos incidentes produzem dist\u00farbios e<br \/>\nrea\u00e7\u00f5es imprevis\u00edveis.<\/p>\n<p>Todos podem errar, e isso acontece ami\u00fade, tendo o dever de perdoar-se, n\u00e3o<br \/>\npermanecendo no equ\u00edvoco, ao tempo em que se esforcem para reparar o mal que<br \/>\nfizeram.<\/p>\n<p>Muitos males s\u00e3o ao pr\u00f3prio indiv\u00edduo feitos, produzindo remorso, vergonha,<br \/>\nressentimento, sem que haja coragem para reviv\u00ea-los e liberar-se dos seus<br \/>\nefeitos danosos.<\/p>\n<p>Uma reflex\u00e3o em tomo da humanidade de que cada qual \u00e9 possuidor,<br \/>\npermitir-lhe-\u00e1 entender que existem raz\u00f5es que o levam a reagir, quando<br \/>\ndeveria agir, a revidar, quando seria melhor desculpar, a fazer o mal,<br \/>\nquando lhe cumpriria fazer o bem&#8230;<\/p>\n<p>A terapia moral pelo autoperd\u00e3o imp\u00f5e-se como indispens\u00e1vel para a<br \/>\nrecupera\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio emocional e o respeito por si mesmo.<\/p>\n<p>Torna-se essencial, portanto, uma reavalia\u00e7\u00e3o da ocorr\u00eancia, num exame<br \/>\nsincero e honesto em torno do acontecimento, diluindo-o racionalmente e<br \/>\npredispondo-se a dar-se uma nova oportunidade, de forma que supere a culpa e<br \/>\nmantenha-se em estado de paz interior.<\/p>\n<p>O autoperd\u00e3o \u00e9 essencial para uma exist\u00eancia emocional tranquila.<\/p>\n<p>Todos t\u00eam o dever de perdoar-se, buscando n\u00e3o reincidir no mesmo compromisso<br \/>\nnegativo, desamarrando-se dos cip\u00f3s constringentes do remorso.<\/p>\n<p>Seja qual for a gravidade do ato infeliz, \u00e9 poss\u00edvel repar\u00e1-lo quando se<br \/>\nest\u00e1 disposto a faz\u00ea-lo, recobrando o bom humor e a alegria de viver.<\/p>\n<p>Em face do autoperd\u00e3o, da necessidade de paz interior inadi\u00e1vel, surge o<br \/>\ndesafio do perd\u00e3o ao pr\u00f3ximo, \u00e0quele que se tem transformado em algoz, em<br \/>\nadvers\u00e1rio cont\u00ednuo da paz.<\/p>\n<p>Uma postura psicol\u00f3gica ajuda de maneira eficaz e r\u00e1pida o processo do<br \/>\nperd\u00e3o, que consiste na an\u00e1lise do ato, tendo em vista que o outro, o<br \/>\nperseguidor, est\u00e1 enfermo, que ele \u00e9 infeliz, que a sua pe\u00e7onha<br \/>\ncaracteriza-lhe o estado de inferioridade.<\/p>\n<p>Mediante este enfoque surge um sentimento de compaix\u00e3o que se desenvolve,<br \/>\ndiminuindo a rea\u00e7\u00e3o emocional da revolta ou do \u00f3dio, ou da necessidade de<br \/>\nrevide, descendo ao mesmo n\u00edvel em que ele se encontra.<\/p>\n<p>O c\u00e9lebre cientista norte-americano Booker T. Washington, que sofreu<br \/>\npersegui\u00e7\u00f5es inomin\u00e1veis pelo fato de ser negro, e que muito ofereceu \u00e0<br \/>\ncultura e \u00e0 agricultura do seu pa\u00eds, asseverou com nobreza: N\u00e3o permita que<br \/>\nalgu\u00e9m o rebaixe tanto a ponto de voc\u00ea vir a odi\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Desejava dizer que ningu\u00e9m deve aceitar a ojeriza de outrem, o seu \u00f3dio e o<br \/>\nseu desd\u00e9m a ponto de sintonizar na mesma faixa de inferioridade.<\/p>\n<p>Permanecer acima da ofensa, n\u00e3o deixar-se atingir pela agress\u00e3o moral,<br \/>\nconstituem o ant\u00eddoto para o \u00f3dio de f\u00e1cil irrup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida, existem os invejosos, que se comprazem em denegrir aquele a quem<br \/>\nconsideram rival, por n\u00e3o poderem ultrapass\u00e1-lo; tamb\u00e9m enxameiam os<br \/>\nodientos, que n\u00e3o se permitem acompanhar a ascens\u00e3o do pr\u00f3ximo, optando por<br \/>\ncriar-lhes todos os embara\u00e7os poss\u00edveis; s\u00e3o numerosos os poltr\u00f5es que<br \/>\ndetestam os lidadores, porque pensam que os colocam em postura inferior e se<br \/>\nmovimentam para dificultar-lhes a marcha ascensional; s\u00e3o incont\u00e1veis<br \/>\naqueles que perderam o respeito por si mesmos e auto-realizam-se agredindo<br \/>\nos lidadores do dever e da ordem, a fim de nivel\u00e1-los em sua faixa moral<br \/>\ninferior&#8230;<\/p>\n<p>Deixa que a compaix\u00e3o tome os teus sentimentos e envolve-os na l\u00e3 da<br \/>\nmiseric\u00f3rdia, quanto gostarias que assim fizessem contigo, caso ainda te<br \/>\ndetivesses na situa\u00e7\u00e3o em que eles estagiam.Perceber\u00e1s que um sentimento de<br \/>\ncompreens\u00e3o, embora n\u00e3o de coniv\u00eancia com o seu erro, tomar\u00e1 conta de ti,<br \/>\nimpulsionando-te a seguir adiante, sem que te perturbes.<\/p>\n<p>Sob o acicate desses infelizes, aos quais tens o dever de compreender e de<br \/>\nperdoar, porque n\u00e3o sabem o que fazem, ignorando que a si mesmos se<br \/>\nprejudicam, seguir\u00e1s confiante e invenc\u00edvel no rumo da montanha do<br \/>\nprogresso.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m escapa, na Terra, aos processos de sofrimento infligido por outrem,<br \/>\nem face do est\u00e1gio espiritual que se vive no planeta e da popula\u00e7\u00e3o que o<br \/>\nhabita ainda ser constitu\u00edda por Esp\u00edritos em fases iniciais de crescimento<br \/>\nintelecto-moral.<\/p>\n<p>N\u00e3o te detenhas, porque n\u00e3o encontres compreens\u00e3o, nem porque os teus passos<br \/>\ntenham que enfrentar armadilhas e abismos que saber\u00e1s vencer, caso n\u00e3o te<br \/>\npermitas compartilhar das mesmas atitudes dos maus.<\/p>\n<p>Chegar\u00e1s ao termo da jornada vitoriosamente, e isso \u00e9 o que importa.<\/p>\n<p>O eminente s\u00e1bio da Gr\u00e9cia, S\u00f3lon, costumava dizer que nada pior do que o<br \/>\ncastigo do tempo, referindo-se \u00e0s ocorr\u00eancias inesperadas e inevit\u00e1veis da<br \/>\nsucess\u00e3o dos dias. Nunca se sabe o que ir\u00e1 acontecer logo mais e como se<br \/>\nagir\u00e1.<\/p>\n<p>Dessa forma, faze sempre todo o bem, ajuda-te com a compaix\u00e3o e o amor,<br \/>\nal\u00e7ando-te a paisagens mais nobres do que aquelas por onde deambulas por<br \/>\nenquanto.<\/p>\n<p>Perdoa-te, portanto, perdoando, tamb\u00e9m, ao teu pr\u00f3ximo, seja qual for o<br \/>\ncrime que haja cometido contra ti.<\/p>\n<p>O problema ser\u00e1 sempre de quem erra, jamais da v\u00edtima, que se depura e se<br \/>\nenobrece.<\/p>\n<p>Pilatos e Jesus defrontaram-se em n\u00edveis morais diferentes. A ast\u00facia e a<br \/>\nsoberba num, a sua gl\u00f3ria mentirosa e a sua fatuidade desmedida. A humildade<br \/>\nreal, a grandeza moral e a sabedoria profunda no outro, que era superior ao<br \/>\nbiltre representante do poder terreno de C\u00e9sar. Covarde e pusil\u00e2nime,<br \/>\nPilatos n\u00e3o lhe viu culpa, mas n\u00e3o o liberou, porque estava embriagado de<br \/>\nilus\u00e3o sensorial, lavando as m\u00e3os, em tomo da Sua vida, por\u00e9m, n\u00e3o se<br \/>\nliberando da responsabilidade na consci\u00eancia. Est\u00f3ico e consciente Jesus<br \/>\naceitou a imposi\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria e infame, deixando-se erguer numa cruz de<br \/>\nmadeira tosca, a fim de perdoar a todos e am\u00e1-los uma vez mais,<br \/>\nconvidando-os \u00e0 felicidade.<\/p>\n<p>Perdoa, pois, e autoperdoa-te!<\/p>\n<p>Joanna de \u00c2ngelis<\/p>\n<p>P\u00e1gina psico- grafada pelo m\u00e9dium Divaldo P. Franco, na sess\u00e3o da noite de 4<br \/>\nde janeiro de 2005, no Centro Esp\u00edrita Caminho da Reden\u00e7\u00e3o, em Salvador,<br \/>\nBahia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;J\u00e1 que \u00e9 imposs\u00edvel voltar atr\u00e1s para poder apagar o que fizemos, avancemos fazendo agora todo o bem poss\u00edvel, que um dia colheremos.&#8221; Toda vez em que a culpa n\u00e3o emerge de maneira consciente, s\u00e3o liberados conflitos que a mascaram, levando a inquieta\u00e7\u00f5es e sofrimentos sem aparente causa.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1325,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-1478","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reflexoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1478","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1478"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1478\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1325"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1478"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1478"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1478"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}