{"id":1465,"date":"2016-09-22T22:50:45","date_gmt":"2016-09-23T01:50:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/?p=1465"},"modified":"2016-09-22T22:54:13","modified_gmt":"2016-09-23T01:54:13","slug":"a-menina-debrucada-na-janela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/2016\/09\/a-menina-debrucada-na-janela\/","title":{"rendered":"A menina, debru\u00e7ada na janela&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>A menina, debru\u00e7ada na janela, trazia nos olhos grossas l\u00e1grimas e o peito oprimido pelo sentimento de dor, causado pela morte do seu c\u00e3o de estima\u00e7\u00e3o.<br \/>\nCom pesar, observava atenta o jardineiro a enterrar o corpo do amigo de tantas brincadeiras. A cada p\u00e1 de terra jogada sobre o animal, sentia como se sua felicidade estivesse sendo soterrada tamb\u00e9m.<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p>O av\u00f4, que observava a neta, aproximou-se, envolveu-a num abra\u00e7o e falou-lhe com serenidade: Triste a cena, n\u00e3o \u00e9 verdade?<br \/>\nA netinha ficou ainda mais triste e as l\u00e1grimas rolaram em abund\u00e2ncia.<br \/>\nNo entanto, o av\u00f4, que sinceramente desejava confort\u00e1-la, chamou-lhe a aten\u00e7\u00e3o para outra realidade. Tomou-a pela m\u00e3o e a conduziu at\u00e9 uma janela opostamente localizada na ampla sala.<br \/>\nAbriu as cortinas e permitiu que ela visse o imenso jardim florido \u00e0 sua frente, e lhe perguntou carinhosamente: Est\u00e1 vendo aquele p\u00e9 de rosas amarelas, bem ali \u00e0 frente? Lembra-se de que me ajudou a plant\u00e1-lo? Foi num dia de sol como o de hoje, que n\u00f3s dois o plantamos.<br \/>\nEra apenas um pequeno galho cheio de espinhos, e hoje&#8230; Veja como est\u00e1 lindo, carregado de flores perfumadas e bot\u00f5es como promessa de novas rosas!<br \/>\nA menina enxugou as l\u00e1grimas que ainda teimavam em permanecer em suas faces e abriu um largo sorriso.<br \/>\nMostrou as abelhas que pousavam sobre as flores e as borboletas que faziam festa entre uma e outra e as tantas rosas de variados matizes, que enfeitavam o jardim.<br \/>\nO av\u00f4, satisfeito por t\u00ea-la ajudado a superar o momento de dor, falou-lhe com afeto: Veja, minha filha, a vida nos oferece sempre v\u00e1rias janelas. Quando a paisagem de uma delas nos causa tristeza, sem que possamos alterar-lhe o quadro, voltemo-nos para outra, e certamente nos depararemos com uma paisagem diferente.<br \/>\n* * *<br \/>\nTantos s\u00e3o os momentos felizes que se desenrolam em nossa exist\u00eancia. Tantas oportunidades de aprendizado nos visitam no dia-a-dia, que n\u00e3o vale a pena chorar e sofrer diante de quadros que n\u00e3o podemos alterar.<br \/>\nS\u00e3o experi\u00eancias valiosas das quais devemos tirar as li\u00e7\u00f5es oportunas, sem nos deixar tragar pelo desespero e pela revolta, que s\u00f3 infelicitam e denotam falta de confian\u00e7a em Deus.<br \/>\nA nossa vis\u00e3o do mundo ainda \u00e9 muito limitada, n\u00e3o temos a capacidade de perceber os objetivos da Divindade, permitindo-nos momentos de dor e sofrimento.<br \/>\nMas Deus tem sempre objetivos nobres e uma proposta de felicidade a nos aguardar.<br \/>\n* * *<br \/>\nSe hoje voc\u00ea est\u00e1 a observar um quadro desolador, lembre-se de que existem outras tantas janelas, com paisagens repletas de promessas de melhores dias.<br \/>\nN\u00e3o se permita contemplar a janela da dor. Aproveite a li\u00e7\u00e3o e siga em frente com \u00e2nimo e disposi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO sofrimento que hoje nos parece eterno, n\u00e3o resiste a for\u00e7a das horas que a tudo modifica.<br \/>\nA luz sempre vence as trevas, basta que tenhamos disposi\u00e7\u00e3o \u00edntima e coragem de voltar-nos para ela.<br \/>\nAgindo assim, o gosto amargo do sofrimento logo cede lugar ao sabor agrad\u00e1vel de viver, e saber que Deus nos ampara em todos os momentos da nossa vida.<br \/>\nPense nisso!<br \/>\nReda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A menina, debru\u00e7ada na janela, trazia nos olhos grossas l\u00e1grimas e o peito oprimido pelo sentimento de dor, causado pela morte do seu c\u00e3o de estima\u00e7\u00e3o. Com pesar, observava atenta o jardineiro a enterrar o corpo do amigo de tantas brincadeiras. 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