{"id":1408,"date":"2016-07-25T18:18:50","date_gmt":"2016-07-25T21:18:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/?p=1408"},"modified":"2016-07-25T18:18:50","modified_gmt":"2016-07-25T21:18:50","slug":"um-braco-amigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/2016\/07\/um-braco-amigo\/","title":{"rendered":"Um bra\u00e7o amigo&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Aquela era uma noite como outra qualquer para aquele mo\u00e7o que voltava para<br \/>\ncasa pelo mesmo roteiro de sempre, h\u00e1 tr\u00eas anos.<\/p>\n<p>Ele seguia tateando com sua bengala para identificar os acidentes do<br \/>\ncaminho, que eram seus pontos de refer\u00eancia, como todo deficiente visual.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Mas, naquela noite, uma mudan\u00e7a significativa havia acontecido no seu<br \/>\ncaminho: um pequeno arbusto, que lhe servia de ponto de refer\u00eancia e estava<br \/>\nali pela manh\u00e3, fora arrancado.<\/p>\n<p>A rua estava deserta e ele n\u00e3o conseguia mais encontrar o rumo de casa.<br \/>\nAndou por algum tempo, e percebeu que havia se afastado bastante da sua<br \/>\nrota, pois verificou que estava numa ponte sobre o rio que separa a sua<br \/>\ncidade da cidade vizinha.<\/p>\n<p>Era preciso encontrar o caminho de volta. Mas como, sem o aux\u00edlio da vis\u00e3o?<\/p>\n<p>Come\u00e7ou a tatear com sua bengala, quando uma voz tr\u00eamula de mulher lhe<br \/>\nindagou:<\/p>\n<p>&#8211; O senhor est\u00e1 encontrando alguma dificuldade?<\/p>\n<p>&#8211; Acho que me perdi, respondeu o rapaz.<\/p>\n<p>&#8211; Foi o que pensei, comentou a mulher.<\/p>\n<p>&#8211; Quer que o acompanhe a algum lugar?<\/p>\n<p>O rapaz lhe deu o endere\u00e7o e ela, oferecendo-lhe o bra\u00e7o, o conduziu at\u00e9 \u00e0<br \/>\nporta de casa.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o sei como lhe agradecer, falou o mo\u00e7o.<\/p>\n<p>&#8211; Eu \u00e9 que lhe devo um sincero agradecimento, respondeu ela, j\u00e1 com voz<br \/>\nfirme.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o compreendo, retrucou o rapaz.<\/p>\n<p>E a jovem senhora ent\u00e3o explicou:<\/p>\n<p>&#8211; H\u00e1 uma semana meu marido me abandonou. Eu estava naquela ponte para me<br \/>\nsuicidar, pois geralmente \u00e0quela hora est\u00e1 deserta. A\u00ed encontrei o senhor<br \/>\ntateando sem rumo e mudei de ideia.<\/p>\n<p>A mulher disse boa noite, agradeceu mais uma vez, e desapareceu na rua<br \/>\ndeserta.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m, em nossas vidas, talvez tenhamos passado por experi\u00eancias<br \/>\nsemelhantes \u00e0 das personagens dessa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Quantas vezes j\u00e1 n\u00e3o sentimos vontade de sumir, de p\u00f4r um fim ao sofrimento<br \/>\nque nos visita e um bra\u00e7o amigo nos sustentou antes da queda.<\/p>\n<p>Ou, qui\u00e7\u00e1, j\u00e1 tenhamos nos sentido perdido, sem rumo, sem esperan\u00e7a, e uma<br \/>\nvoz se fez ouvir e nos indicou uma sa\u00edda.<\/p>\n<p>Quem j\u00e1 n\u00e3o se sentiu numa situa\u00e7\u00e3o assim, vivendo ora como o socorro que<br \/>\nchega, ora como o socorrido?<\/p>\n<p>Tudo isso nos d\u00e1 a certeza de que nunca estamos s\u00f3s.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m invis\u00edvel vela por n\u00f3s e nos oferece um bra\u00e7o amigo nas horas de<br \/>\ndesespero. Ou, ent\u00e3o, inspira-nos a oferecer nosso apoio a algu\u00e9m que est\u00e1 \u00e0<br \/>\nbeira do abismo.<\/p>\n<p>A esse algu\u00e9m \u00e9 que alguns chamam anjo da guarda e outros de esp\u00edritos<br \/>\nprotetores. N\u00e3o importa o nome que lhes demos, importa \u00e9 que seguem conosco<br \/>\nvida afora, sem cansa\u00e7o.<\/p>\n<p>Pense nisso!<\/p>\n<p>Voc\u00ea costuma olhar ao seu redor, no seu dia-a-dia?<\/p>\n<p>Costuma prestar aten\u00e7\u00e3o naqueles que seguem com voc\u00ea pelo mesmo caminho?<\/p>\n<p>Se j\u00e1 tem o h\u00e1bito e a sensibilidade de se importar com os semelhantes,<br \/>\ntalvez tenha sido um anjo desses a algu\u00e9m em desespero.<\/p>\n<p>E se ainda n\u00e3o havia pensado nisso, pense agora. E comece a ser um bra\u00e7o<br \/>\namigo sempre disposto a conduzir algu\u00e9m com seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aquela era uma noite como outra qualquer para aquele mo\u00e7o que voltava para casa pelo mesmo roteiro de sempre, h\u00e1 tr\u00eas anos. Ele seguia tateando com sua bengala para identificar os acidentes do caminho, que eram seus pontos de refer\u00eancia, como todo deficiente visual.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1409,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-1408","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reflexoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1408","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1408"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1408\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1409"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1408"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1408"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1408"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}