{"id":1137,"date":"2015-12-16T08:01:35","date_gmt":"2015-12-16T11:01:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/?p=1137"},"modified":"2015-12-16T08:01:35","modified_gmt":"2015-12-16T11:01:35","slug":"janelas-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/2015\/12\/janelas-da-vida\/","title":{"rendered":"&#8220;Janelas&#8221; da vida&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>A menina debru\u00e7ada na janela trazia nos olhos grossas l\u00e1grimas e o peito oprimido pelo sentimento de dor causado pela morte de seu c\u00e3o de estima\u00e7\u00e3o. Com pesar, observava atenta o jardineiro enterrar o corpo do amigo de tantas brincadeiras. A cada p\u00e1 de terra jogada sobre o animal, sentia como se sua felicidade estivesse sendo soterrada tamb\u00e9m.<br \/>\n<!--more-->O av\u00f4, que observava a neta, aproximou-se, envolveu-a em um abra\u00e7o e falou-lhe com serenidade:<br \/>\n&#8211; Triste a cena, n\u00e3o \u00e9 verdade?<br \/>\nA netinha ficou ainda mais triste, e as l\u00e1grimas rolaram em abund\u00e2ncia.<br \/>\nNo entanto, o av\u00f4, que desejava confort\u00e1-la, chamou-lhe a aten\u00e7\u00e3o para outra realidade. Tomou-a pela m\u00e3o e a conduziu para uma janela localizada no lado oposto da ampla sala. Abriu as cortinas e permitiu-lhe que visse o jardim florido a sua frente. Ent\u00e3o, perguntou-lhe carinhosamente:<br \/>\n&#8211; Est\u00e1 vendo aquele p\u00e9 de rosas amarelas bem ali na frente?<br \/>\n&#8211; Lembra-se que voc\u00ea me ajudou a plant\u00e1-lo?<br \/>\n&#8211; Foi em um dia de sol como hoje que n\u00f3s dois o plantamos. Era apenas um pequeno galho cheio de espinhos, e hoje, veja como est\u00e1 lindo, carregado de flores perfumadas e bot\u00f5es como promessa de novas rosas.<br \/>\nA menina enxugou as l\u00e1grimas que ainda teimavam em permanecer em suas faces e abriu um largo sorriso, mostrando as abelhas que pousavam sobre as flores e as borboletas que faziam festa entre umas e outras das tantas rosas de variados matizes que enfeitavam o jardim.<br \/>\nO av\u00f4, satisfeito por t\u00ea-la ajudado a superar o momento de dor, falou-lhe com afeto:<br \/>\n&#8211; Veja, minha filha. A vida nos oferece sempre v\u00e1rias janelas. Quando a paisagem de uma delas nos causa tristeza sem que possamos alterar o quadro, voltamo-nos para outra e certamente nos deparamos com uma paisagem diferente.<br \/>\nMude de janela!<br \/>\nCertos acontecimentos na vida s\u00f3 far\u00e3o sentido depois de alguns dias, meses ou at\u00e9 anos. S\u00e3o fatos que n\u00e3o temos como mudar, voltar no passado para rearranjar ou at\u00e9 mesmo esquecer. Simplesmente aconteceram, e n\u00f3s devemos encarar a vida daqui para a frente com aquela realidade.<br \/>\nPor mais triste que seja, ficar olhando somente o cen\u00e1rio desta janela far\u00e1 com que a m\u00e1goa seja corrosiva e profundamente dolorida. N\u00e3o se trata de fechar aquela janela &#8211; at\u00e9 porque se \u00e9 muito triste, voc\u00ea certamente n\u00e3o conseguir\u00e1 simplesmente &#8220;esquecer&#8221;.<br \/>\nQuando meu pai faleceu &#8211; de forma muito repentina -, a fam\u00edlia inteira ficou profundamente abalada. Mas havia algo &#8211; outra janela &#8211; que nos rendia sorrisos e esperan\u00e7a: a minha filha ca\u00e7ula, que chegaria \u00e0 luz dentro de algumas semanas. Veja: aquela janela &#8211; alegre e esperan\u00e7osa &#8211; n\u00e3o fechava a outra &#8211; triste e cheia de saudades. Mas era um ponto de conforto, de apoio para os nossos pensamentos.<br \/>\nAs experi\u00eancias que se passam s\u00e3o verdadeiras joias &#8211; li\u00e7\u00f5es de vida que, quando se partem, doem-nos o cora\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o podemos ter a vis\u00e3o do mundo limitada a essa perda, j\u00e1 que s\u00e3o tantas as conquistas e alegrias que temos.<br \/>\nNossa vida tem v\u00e1rias &#8220;janelas&#8221;, com paisagens diferentes! Encontre alguma que voc\u00ea goste de ficar olhando! N\u00e3o se permita contemplar a janela da dor.<\/p>\n<p>Autor desconhecido<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A menina debru\u00e7ada na janela trazia nos olhos grossas l\u00e1grimas e o peito oprimido pelo sentimento de dor causado pela morte de seu c\u00e3o de estima\u00e7\u00e3o. Com pesar, observava atenta o jardineiro enterrar o corpo do amigo de tantas brincadeiras. 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