{"id":1123,"date":"2015-12-07T15:46:09","date_gmt":"2015-12-07T18:46:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/?p=1123"},"modified":"2015-12-07T15:46:09","modified_gmt":"2015-12-07T18:46:09","slug":"num-orfanato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.gruposamaritano.com.br\/ges\/2015\/12\/num-orfanato\/","title":{"rendered":"Num orfanato&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Num orfanato, igual a tantos outros que enxameiam por toda parte, havia uma<br \/>\npobre \u00f3rf\u00e3, de oito anos de idade.<br \/>\nEra uma crian\u00e7a lamentavelmente sem encantos, de maneiras desagrad\u00e1veis,<br \/>\nevitada pelas outras, e francamente malquista pelos professores.<br \/>\nPor essa raz\u00e3o, a pobrezinha vivia no maior isolamento.<br \/>\n<!--more-->Ningu\u00e9m para brincar,<br \/>\nningu\u00e9m para conversar&#8230; Sem carinho, sem afeto, sem esperan\u00e7a&#8230; Sua \u00fanica<br \/>\ncompanheira era a solid\u00e3o.<\/p>\n<p>O diretor do orfanato aguardava ansioso uma desculpa leg\u00edtima para livrar-se<br \/>\ndela.<br \/>\nE um dia apresentou-se, aparentemente, uma boa desculpa.<br \/>\nA companheira de quarto da menina informou que ela estava mantendo<br \/>\ncorrespond\u00eancia com algu\u00e9m de fora do orfanato, o que era terminantemente<br \/>\nproibido.<\/p>\n<p>&#8211; Agora mesmo, disse a informante, ela escondeu um papel numa \u00e1rvore.<br \/>\nO diretor e seu assistente mal puderam esconder a satisfa\u00e7\u00e3o que a den\u00fancia<br \/>\nlhes causara.<br \/>\nVamos tirar isso a limpo agora mesmo, disse o superior.<br \/>\nE, somando-se ao assistente, pediu para que a testemunha do delito os<br \/>\nacompanhasse a fim de lhes mostrar a prova do crime.<br \/>\nDirigiram-se os tr\u00eas, a passos r\u00e1pidos, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rvore na qual estava<br \/>\ncolocada a mensagem.<br \/>\nDe fato, l\u00e1 estava um papel delicadamente colocado entre os ramos.<br \/>\nO diretor desdobrou, ansioso, o bilhete, esperando encontrar ali a prova de<br \/>\nque necessitava para livrar-se daquela crian\u00e7a t\u00e3o desagrad\u00e1vel aos seus<br \/>\nolhos.<br \/>\nTodavia, para seu desapontamento e remorso, no peda\u00e7o de papel um tanto<br \/>\namassado, p\u00f4de ler a seguinte mensagem:<br \/>\n&#8220;A qualquer pessoa que encontrar este papel: eu gosto de voc\u00ea.&#8221;<br \/>\nOs tr\u00eas investigadores ficaram t\u00e3o decepcionados quanto surpresos com o que<br \/>\nleram.<br \/>\nDecepcionados porque perderam a oportunidade de livrar-se da menina<br \/>\nindesej\u00e1vel, e surpresos porque perceberam que ela era menos m\u00e1 do que eles<br \/>\npr\u00f3prios.<br \/>\nQuantos de n\u00f3s costumamos julgar as pessoas pelas apar\u00eancias, embora<br \/>\nsaibamos que estas s\u00e3o enganadoras.<br \/>\nE o pior \u00e9 que, se as apar\u00eancias n\u00e3o nos agradam, marcamos a pessoa e nos<br \/>\nprevenimos contra ela e suas atitudes.<br \/>\nUma antiga e s\u00e1bia ora\u00e7\u00e3o dos \u00edndios Siuox, roga a Deus o aux\u00edlio para nunca<br \/>\njulgar o pr\u00f3ximo antes de ter andado sete dias com as suas sand\u00e1lias.<br \/>\nIsto quer dizer que, antes de criticar, julgar e condenar uma pessoa,<br \/>\ndevemos nos colocar no seu lugar e entender os seus sentimentos mais<br \/>\nprofundos.<br \/>\nAqueles que talvez ela queira esconder de si mesma, para proteger-se dos<br \/>\nsofrimentos que a sua lembran\u00e7a lhe causaria.<\/p>\n<p>Nenhuma pessoa \u00e9 essencialmente m\u00e1.<br \/>\nIsso porque todos n\u00f3s temos, na intimidade, a Centelha Divina que \u00e9 o amor<br \/>\nem g\u00e9rmen.<br \/>\nAssim sendo, potencialmente todos somos bons, basta que nos esforcemos para<br \/>\nfazer brilhar essa chama sagrada depositada em n\u00f3s pelo Criador.<br \/>\nJesus conhecia essa realidade, por isso afirmou: V\u00f3s sois deuses e noutra<br \/>\noportunidade insistiu: Brilhe a vossa luz.<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num orfanato, igual a tantos outros que enxameiam por toda parte, havia uma pobre \u00f3rf\u00e3, de oito anos de idade. Era uma crian\u00e7a lamentavelmente sem encantos, de maneiras desagrad\u00e1veis, evitada pelas outras, e francamente malquista pelos professores. 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